Chego a pensar que não sou muito normal,pois quando ouço uma música que gosto ou um filme eles martelam em minha cabeça,os ultimos filmes:Marcelino pão e vinnho e O Labirinto do Fauno são exemplos de boas marteladas.
O Labirinto do Fauno me intriga,como todo labirinto inclusive o da alma,inclusive quando pensei em fazer um esse blog, a princípio pensei em cahamá-lo de Labirinto da alma,mas nem sei porque acabei mudando de idéia.Acho que memperdi dentro do labirito!
Quanto ao filme podemos fazer tantas análises e metáforas, a minha definição é a seguinte:o filme é uma conto de fadas que possui elementos que nos transportam a um universo místico surpreendente,onde não há dor,e que inclusive as crianças sempre correm para lá quando podem.Essa fuga fica clara quando as percebemos dispersas ou viajando na maionese.Elas têm mais facilidade de entrar nesse labirinto.
A metáfora do labirinto no meio da floresta que aparece no filme,pode ser interpretada como uma experiência de terror e fascínio: a floresta convida o visitante a desbrava-la e descobrir seus mistérios,mas sempre há a possibilidade de perder-se e nunca mais encontrar a saída,mas a personagem principal,Ofélia entra e sai do labirinto com a maior facilidade e fora do labirinto ela interage com o lado sombrio do ser humano(a guerra).
É visível o desejo de transcendência de Ofélia,que tenta resgatar sua vida de princesa.No filme o labirinto é o lugar da busca de Ofélia, que revela a complexidade da psique humana, lugar de magia. Para o poeta Murilo Mendes é no labirinto que “o espaço absorve o tempo, onde o espírito da fábula ajuda a sublinhar a solidão geométrica do homem atual”.
Mas chega de tanto analizar, vejam o filme,entrem no labirinto,e tirem suas próprias conclusões.
“Há muito, muito tempo no Reino Subterrâneo, não existem mentiras ou dor, viveu uma princesa que sonhava com o mundo dos humanos. Sonhava com o céu azul, a brisa suave e o brilho do sol. Um dia, burlando toda a vigilância, a princesa escapou. Uma vez do lado de fora, a luz do sol a cegou… e apagou da sua memória qualquer indício do seu passado. A princesa esqueceu quem era e de onde veio. O seu corpo sofria de frio, doença e dor. E no decorrer dos anos, ela morreu. Entretanto, seu pai, o Rei, sabia que a alma da princesa retornaria, talvez em outro corpo, em outro lugar, em outra época. E ele esperaria por ela, até seu último suspiro, até que o mundo parasse de girar…”
Estou atrasadíssima!Mas ainda dá tempo de postar e comentar a emoção vivida na virada cultural desse ano que teve apresentações do Oto e do Zeca Baleiro,mas o que definitivamente me marcou foi a apresentação do grupo de maracatu QUILOA.
A batida é contagiante e um clima de ancestralidade que me arrepiou até o couro cabeludo.Empensar que tudo isso veio da terreinha dos meus ancetrais(Pernambuco)ai que orgulho!
Este ano decididamente é singular,ando experimentando sençasões,emoções antes desconhecidas,ando me humanizando,mas não é um processo fácill,não mesmo!Prova disso:as inúmeras crises de enxaqueca. É o preço que pago por finalmente conhecer o amor,tão inquietante,simples e enesperado!