terça-feira, 15 de maio de 2012
Bolero de Ravel
Essa é para relaxar aproveitando o friozinho e a chuva que cai insistentemente lá fora.
terça-feira, 8 de maio de 2012
SANTA CLARA CLAREOU
Não dia é dela mas tenho uma simpatia por Santa Clara e a música é simplesmente um primor,por isso a postagem,uma saudação:Salve Sta Clara!
sábado, 5 de maio de 2012
Os Presentes(crônica)
No sábado 31/03, o mesmo das jogadas boas, Miguel me pede para comprar presentes (comprar é o verbo que ele mais gosta de conjugar) para ele no próximo Natal e nós só estamos em março.
- Papai, você compra um presente de Natal para mim e um para a mamãe?
- Sim, Miguel, eu compro, mas o Natal tá muito longe.
- Quando chegar o Natal você compra?
- Compro, o que você quer?
- Para mim um vídeo-game do Street fighter e para a mamãe você compra um Pato gel adesivo.
- O que eu devo comprar para sua mãe? Não acreditei no que me havia pedido.
- Um pato gel adesivo, ela quer um pra colocar no banheiro.
- E ele sabe que você me pediu isso de Natal para ela?
- Não, vou fazer uma surpresa.
(Nailor Marques Jr)
domingo, 29 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Lord Byron

A Inês
Não me sorrias à sombria fronte,
Ai! sorrir eu não posso novamente:
Que o céu afaste o que tu chorarias
E em vão talvez chorasses, tão somente.
E perguntas que dor trago secreta,
A roer minha alegria e juventude?
E em vão procuras conhecer-me a angústia
Que nem tu tornarias menos rude?
Não é o amor, não é nem mesmo o ódio,
Nem de baixa ambição honras perdidas,
Que me fazem opor-me ao meu estado
E evadir-me das coisas mais queridas.
De tudo o que eu encontro, escuto, ou vejo,
É esse tédio que deriva, e quanto!
Não, a Beleza não me dá prazer,
Teus olhos para mim mal têm encanto.
Esta tristeza imóvel e sem fim
É a do judeu errante e fabuloso
Que não verá além da sepultura
E em vida não terá nenhum repouso.
Que exilado - de si pode fugir?
Mesmo nas zonas mais e mais distantes,
Sempre me caça a praga da existência,
O Pensamento, que é um demônio, antes.
Mas os outros parecem transportar-se
De prazer e, o que eu deixo, apreciar;
Possam sempre sonhar com esses arroubos
E como acordo nunca despertar!
Por muitos climas o meu fado é ir-me,
Ir-se com um recordar amaldiçoado;
Meu consolo é saber que ocorra embora
O que ocorrer, o pior já me foi dado.
Qual foi esse pior? Não me perguntes,
Não pesquises por que é que consterno!
Sorri! não sofras risco em desvendar
O coração de um homem: dentro é o Inferno.
Lord Byron
quarta-feira, 4 de abril de 2012
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